Divida
Para mim a decisão da FED de aumentar
as taxas de referência em 0,75 representa
ou vai representar uma taxa de juro a
pagar pelos encargos com as dívidas
públicas na casa dos 2,5 %,
Para Portugal esta decisão vai custar
grosso modo 5000 milhões de euro a mais
a pagar com encargos com a dívida
pública e do setor público
Provavelmente isto não se refletirá já para
um OE na casa dos 55000 milhões de
euro, mas provavelmente haverá mais
dívida pública que terá sempre de ser paga,
Como depositante, de facto os bancos
pagam um juro nulo ou muito baixo, mas
só é atrativo ter um depósito num banco
com juros ba casa de 1%.
Claro que esta subidas das taxas de
referência dos bancos centrais, da FED e
do BoE, não representam juros pelos
depósitos bancários dessa ordem( 2,5%)
quando muito 0,25%, ou por aí.
Apesar de compreender a decisão da FED
e do sr. Jerôme Powell, penso como
depositante que este tipo de subida das
taxas de referência não compensa muito
se fizer as contas do que terei de pagar
pela energia, bens alimentares, outros
bens de consumo e NOSSA por um
aluguer ou empréstimo de habitação,
Claro que se ficássemos por aqui e os
bancos refletissem nos juros que pagam
pelos depósitos estas subidas e
pagassem um juro de 1% dar-me-ia por
satisfeito.
Voltando ao princípio do problema, os
encargos a pagar num futuro próximo
caso as taxas de referência não desçam,
serão para Portugal da ordem dos 10 mil
milhões de euro, o que significa:
10 metros do Porto
50 pontes das Lezírias
2/3
ou 5 pontes Vasco da Gama
